Tudo que você precisa saber sobre o plantio do algodão de segunda safra

A produção algodoeira é de extrema importância para o Brasil, somos o quinto maior produtor desta fibra em todo mundo. Geralmente produtores de algodão também se dedicam ao plantio de grãos, os quais tem um manejo da lavoura um pouco mais facilitado em termos de controle de pragas. Mas antes de pensar em controlar as pragas recorrentes no algodoeiro, como bicudo e as brocas, deve-se atentar para que o plantio seja feito de maneira correta e eficiente, sempre buscando adequar a janela de plantio indicada para cada cultivar.

Se aproveitando da condição climática favorável no cerrado, além do plantio da fibra na safra, diversos produtores ultimamente tem produzido algodão de segunda safra, o qual é plantado na sequência da colheita da soja.

O principal objetivo do plantio do algodão safrinha é aumentar a rentabilidade por incremento de produção por unidade de área no mesmo ano agrícola, assim maximizando a utilização de máquinas, implementos agrícolas e demais estruturas da fazenda, reduzindo o custo de produção em relação ao algodão safra.

No entanto, alguns cuidados devem ser tomados para que não se perca produtividade e consequente rentabilidade, uma vez que o saber popular nos ensina que “o dia do plantio é o dia da colheita”. Isto é, todo potencial produtivo da cultura só será alcançado através da escolha de uma semente de qualidade e de processo de semeadura caprichado.

A época de semeadura é determinada principalmente pelo regime de chuvas regionais, pelo ciclo do algodoeiro e pelas exigências hídricas e térmicas durante o seu desenvolvimento.

Quais são os principais cuidados que devem ser tomados antes de começar o plantio do algodão de segunda safra?

1 - Uso de cultivares de ciclos precoces, para o melhor aproveitamento do período de chuvas;

2- Priorizar a semeadura de cultivares com maior tolerância à ramulária;

3 - A semeadura deve ser realizada imediatamente após a colheita da soja – até, no máximo, início de fevereiro;

4 - A semeadura deve ser feita em curva de nível ou, pelo menos, em sentido perpendicular ao escorrimento das águas, a uma profundidade de 3 a 5 cm, conforme a textura e a capacidade de armazenamento de água do solo;

5 - Em solos arenosos e de baixa capacidade de armazenamento de água, o plantio deve ser feito a uma profundidade de 5 cm e, de 3 cm, nos solos mais argilosos e mais ricos em matéria orgânica;

6 - Deve-se antecipar as adubações de cobertura priorizando a produção de frutos do “baixeiro” das plantas;

7 - Deve-se levar em consideração além da janela de plantio, o maquinário e equipe e as características históricas de cada talhão.

Mas como dezenas de produtores em todo Brasil estão gerenciando suas semeaduras de forma mais eficiente e simplificada?

Uma das formas é através do uso de softwares voltados para o agronegócio, como o Farmbox, que tem o objetivo de ajudar na gestão operacional de campo.

Deste modo, é possível entender o processo de semeadura e suas particularidades dentro de cada fazenda, apresentando informações claras da operação e de como os fatores podem estar influenciando no sucesso operacional. Assim, o gestor pode aplicar medidas preventivas ou curativas sempre preservando o timing do planejamento.

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