Técnica de manejo promete aumentar a produtividade nas plantações

Que a produção de grãos é uma das principais fontes de renda do Brasil não resta dúvidas. Só no biênio passado (2016/2017), a produção total de soja foi de 113,923 milhões de toneladas, segundo a Embrapa, e a expectativa do mercado é de 107 milhões de toneladas somente esse ano. Além da soja, outro mercado, como o algodão, está com expectativa de crescimento da área plantada em 20%, totalizando 1,13 milhão de hectares em todo o país.

Esse número positivo é resultado de um cuidado exaustivo dos produtores em relação ao manejo, plantio e controle de doenças e pragas, que é uma preocupação constante. Uma pesquisa de 2016 listou 10 pragas que são capazes de atacar e destruir a soja, das raízes até as folhas.
Em meio a esse aumento na produção e juntamente com a crescente preocupação com o combate às pragas, os químicos e os biológicos vêm disputando lugar no mercado para fornecer os melhores agentes para o manejo. Para aliar tecnologia, efetividade e sustentabilidade pesquisadores da região de Patos de Minas/MG desenvolveram o Manejo Inteligente Biopotente – MIB.
Segundo o engenheiro agrônomo do Laboratório Farroupilha Lallemand, Robson Luz Costa, que tem acompanhado a implementação do MIB em todo país, o novo manejo tem se mostrado muito eficaz em culturas diversas. “Nós temos vários casos de sucesso em todo o Brasil, principalmente com soja, milho e algodão, com uma média de 9,6% de ganho depois que o produtor implementou o MIB”, conta Costa.
De acordo com Robson, o Manejo Inteligente Biopotente, quando trabalhado de forma correta, agrega valor ao solo e melhora a gestão ambiental, introduzindo vida ao solo e preservando as condições naturais da terra, que estavam sendo destruídas pelo manejo exclusivo de defensivos químicos.

MIB: A integração responsável entre manejo químico e biológico
O conceito do Manejo Inteligente Biopotente é de utilização das ferramentas de forma adequada para aumentar a sustentabilidade no cultivo com a integração do uso de biológicos junto com manejo químico, cultural e comportamental. Desta forma, o MIB atua nas lavouras agindo diretamente nos patógenos e aumentando a produtividade e qualidade da cultura. Robson ainda explica que essa integração é necessária, pois os biológicos ainda não substituem completamente o uso de agroquímicos. “É concreta a efetividade dos Biopotentes na lavoura e entendemos que precisávamos usar todo o potencial de cada manejo para atingirmos os melhores níveis de eficiência, por isso desenvolvemos o MIB”, conta o agrônomo.
Além do sucesso nas culturas de soja, milho e algodão, o Manejo Inteligente Biopotente está ampliando os nichos de mercado. O MIB já está sendo implantado para plantação de cana, café, batata, cenoura e tomate, onde foram registrados casos de um aumento na produção de até 30%.
“Nosso objetivo é crescer cada vez mais e levar esse processo de produção consciente para todas as culturas já que qualquer cultivo pode se beneficiar com o MIB”, finaliza Robson.

Biopotentes: pesquisa, aplicabilidade e excelência
Os Biopotentes são resultado de anos de pesquisas, desenvolvimento e tecnologia para criação de um biológico com alto desempenho e controles rigorosos em todos os processos produtivos sendo utilizados no manejo de pragas e doenças da agricultura. Tudo isso sem desequilibrar o solo ou agredir o ambiente, o que garante resultados mais sustentáveis e lucrativos para produtores.

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Fonte: Grupo Cultivar

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