Sete erros na gestão da produção agrícola

A gestão da produção agrícola envolve uma série de tarefas e controles que exigem atenção constante. O controle das pragas, fator fundamental para a garantia de uma produção lucrativa, é uma delas. A dependência de verificações em campo, o planejamento e execução dessas e o tempo para registro e transmissão das informações recolhidas, tudo isso impacta na hora de decidir a melhor maneira de combater os insetos e pragas que podem infestar as lavouras. Consequentemente, têm impacto sobre a gestão, principalmente se considerarmos que o controle de pragas pode representar 40% do custo da lavoura.

Confira sete erros na gestão e saiba como é possível evita-los ou reduzir seus efeitos.

1. Falta de padronização

Informações espalhadas por vários sistemas e registradas de maneiras aleatórias dificultam a gestão por potencialmente aumentarem a possibilidade de erros e divergências nos dados. A organização das informações de plantio e colheita, principalmente, se torna muito trabalhosa pois os dados chegam desencontrados e perde-se tempo procurando fazer relatórios lógicos a partir de dados, às vezes, incompletos.

2. Automação de rotinas

Existem trabalhos rotineiros que podem se tornar mais eficientes com a padronização e a automação das rotinas. Os técnicos perdem muito tempo fazendo controles e registrando dados manualmente em folhas de papel e planilhas sem formatação padrão, tendo que posteriormente passar os dados a limpo. Assim, existem anotações em cadernetas, em papeis, em planilhas. Além do registro demorado e ineficaz, a falta de automação e padronização leva à pouca confiança nos dados registrados. Eventualmente, monitoramentos realizados na mesma data e no mesmo local por pessoas diferentes têm como resposta o registro de dados diferentes. Ou seja, não há certeza sobre o resultado do monitoramento.

3. Comprometimento do pessoal técnico

É necessário para uma gestão eficiente que se saiba e se entenda que tarefas os técnicos estão realizando. O comprometimento destes profissionais é fundamental: os caminhamentos específicos devem ser seguidos e as observações feitas com cuidado e precisão. Os dados devem ser o mais fidedignos possível e os profissionais devem estar sempre atentos para que se tente evitar o retrabalho – monitoramentos repetidos, locais vistoriados mais de uma vez com resultados diferentes, passar a limpo o trabalho de um dia inteiro, etc.

4. Supervisão adequada

Assim como os técnicos devem ter seu trabalho entendido e devem prestar contas do que estão realizando, os gestores têm que ter condições de supervisionar o trabalho, saber o que está sendo feito por cada um a cada dia de modo a poder cobrar mais eficientemente os resultados. Não adianta só saber que se está perdendo a produtividade em função de pragas: é fundamental saber o quanto está se perdendo e como se podem combater essas perdas – e para isso, a supervisão sobre os trabalhos do pessoal técnico é importante.

5. Monitoramento

Gestão de máquinas, controle de estoques, calendários de pulverizações, acompanhamento do plantio, regulagem das plantadeiras, planejamento e listagem das atividades do dia, entre outras tarefas, precisam de um bom monitoramento para serem planejadas e cumpridas a tempo e com o máximo de eficiência. Controles manuais, dependendo da cabeça e da lembrança de alguém, além da alta margem potencial de erros também carece de um registro apropriado, padronizado e completo.

Os técnicos podem, por exemplo, estar percorrendo os mesmos caminhos e considerar que tudo está bem – mas há o risco de não perceberem lagartas ou sinais em outros locais que não estão sendo visitados. Assim, melhorar o monitoramento acaba impactando na melhoria dos processos como um todo.

6. Controle

A falta de controles adequados oferece muitas chances para o erro. O processo de anotar dados em uma caderneta, passar a limpo para um caderno e outra pessoa por fim acabar passando os dados para uma planilha (Excell) dificulta o controle pois sempre existe o risco de perda de informações (além da perda de tempo). Em função da demora, o coordenador pode ficar sem as informações que precisa para tomar as decisões necessárias e assim os gestores também não conseguem acessar ou acompanhar o que está acontecendo.

7. Processos

A falta de organização e padronização dos processos aumenta a margem de erros e a dificuldade da gestão. Como exemplo, o monitor pode perceber um índice de percevejos que exige uma intervenção, mas como os dados trafegam em cadernetas e planilhas de papeis diversos, o gestor pode não perceber a tempo e, assim, perder o timing da aplicação.

Outro exemplo é a avaliação dos técnicos, ao final da safra, para decidir quem merece bônus ou aumento e quem deve ser afastado. Se os gestores têm um registro coerente com dados efetivos que mostram o trabalho dos técnicos, ótimo. Caso contrário, essa avaliação fica menos profissional, oscilando com o sentimento do gerente que vai avaliar os técnicos sem uma base concreta de informações sobre o trabalho de cada um deles.

Portanto, o estabelecimento de processos bem descritos e documentados, com as consequentes organização e padronização, otimiza o trabalho e agiliza inclusive a tomada de decisão, uma vez que o resultado dessa formatação impacta diretamente nos resultados já que permite um controle muito mais eficiente da gestão do negócio como um todo.

Estes sete erros apresentados podem ser evitados ou melhor solucionados com o estabelecimento de processos claros e objetivos, um controle eficiente sobre esses processos, registro de dados e resultados agilizados, confiáveis e disponíveis. Numa palavra: tecnologia.

Atualmente os produtores têm à disposição soluções tecnológicas como o Farmbox, que permitem reduzir os erros embutidos nas amostragens, já que a distribuição das pragas tende a ser aleatória, e os técnicos monitores de pragas têm o desafio de coletar dados seguindo caminhamentos específicos.

O Farmbox produz informações agronômicas e possibilita uma interface com os dados administrativos e financeiros, o que facilita a administração da propriedade rural. Portanto, quando mais dados técnicos ele tiver sobre a área, melhor e mais eficiente será o controle da produção e a gestão como um todo.

Assim, com a ajuda de recursos do Farmbox e de acordo com as Boas Práticas Agronômicas, é possível identificar e localizar exatamente as primeiras ocorrências de insetos e pragas na lavoura e medir a densidade das infestações de maneira mais precisa, com um suporte de acordo com a realidade. Com isso, os tomadores de decisão podem recomendar a realização de aplicações de defensivos agrícolas no tempo ideal, com mais eficiência e melhor custo-benefício.

Entre em contato conosco e saiba mais sobre o que o Farmbox pode fazer por você e sua fazenda.

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