Rotatividade de mão de obra no campo, como superar esse problema?

Não existe nada mais desagradável a um produtor/gestor do que ter de se preocupar em recolocar alguém em determinada função. A rotatividade de funcionários em geral e especificamente de monitores pragueiros ainda é uma realidade em diversas fazendas e normalmente provoca uma série de incertezas e preocupações.

Porque isso ocorre?

Muitos monitores alegam que se sentem desvalorizados. Muitos desses profissionais ainda não enxergam sua contribuição nos resultados da propriedade, o que acaba fazendo o que eles se sintam desvalorizados e partam rumando novos horizontes. Além da desgastante função, já que trabalham de sol a sol dentro da lavoura, convivendo com o calor, poeira e até em contato com animais peçonhentos.

Consequências disso?

  • Caso o índice de saída desses profissionais seja grande, isso será oneroso para a fazenda, pois a cada saída, haverá nova admissão, processo de treinamento, tornando todo o processo, além de cansativo, custoso.

  • Haverá gastos com a rescisão do funcionário que saiu, despesas com nova seleção, período de adaptação para ver se o novo monitor de fato consegue se adequar a rotina desgastante da função, entre outras atribuições que envolvam o trabalho.

  • Com a alta rotatividade o produtor acaba perdendo a confiança no trabalho realizado pelos seus monitores.

  • Em algumas propriedades rurais, o custo da rotatividade de pessoal, pode ser equivalente até oito salários mínimos, dependendo do cargo.

Como mudar essa realidade?

Os monitores pagueiros devem ser valorizados, afinal eles são o "sensor" da fazenda, o trabalho deles refletirá no sucesso ou não do controle de pragas cada vez mais rápidas, agressivas e capazes de gerar prejuízos e dores de cabeça aos produtores.

Fazê-los se sentirem parte da solução, fazê-los enxergarem o resultado de seu trabalho e integrá-los na solução tem ajudado muito a motivar e reter estes monitores nas fazendas.

Passo a passo

Recrutamento e seleção criteriosos, buscando referências desses profissionais;

Estipular metas e planos para estes profissionais;

Torná-los corresponsáveis pelo sucesso da fazenda;

Avaliar o desempenho deles;

Premiar quem se destaca.

Quem pode ajudar?

  • A tecnologia da informação está a serviço do homem campo e hoje já é possível determinar uma rota de caminhada georeferenciada dentro de cada talhão com a definição de quantos pontos serão amostrados e quantas plantas serão examinadas através de um smartphone.

  • O monitor consegue se guiar por aquela rota pré-estabelecida de maneira que a sua caminhada seja representativa dentro de cada talhão, há também a possibilidade de inserir dados e fotos da lavoura de forma fácil e rápida. Todo este trabalho poderá ser posteriormente analisado pelo produtor e/ou consultor no computador através de gráficos e mapas, o que facilita muito o dia a dia de quem toma decisões no campo.

Quais são os resultados esperados com o emprego da tecnologia?

  • Auxiliar na identificação do bom profissional.

  • Estimular a competição sadia entre os monitores.

  • Aumentar a eficiência do trabalho e a confiança do patrão nos serviços realizados pelos seus funcionários.

  • Auxiliar na permanência dos monitores na propriedade

  • Facilitar o gerenciamento da fazenda o que refletirá diretamente nos resultados alcançados no final da cada safra.

  • Aumentar a confiabilidade do trabalho do pragueiro, já que todo seu desempenho poderá ser auditado.

Não há dúvidas que funcionário feliz e comprometido é sinônimo de fazendas produtivas e prósperas, o desafio é grande, mas soluções não faltam, o que se precisa é que os gestores rurais tenham consciência do problema e partir dai planejem o que melhor se adapta a sua realidade.

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Fonte foto: Clicrbs

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