Pragas do milho: Pulgão-do-milho

Nome científico: Rhopalosiphum maidis

alt Foto: Piotr Trebicki

O pulgão-do-milho se apresenta na forma de cascudos, com ou sem asas, que vivem confinados em colônias, em geral, dentro do cartucho da planta. Nessas colônias, não existem machos. O inseto adulto é verde-azulado, medindo cerca de 1,5 mm de comprimento. A forma alada é menor e as asas são transparentes.

Ciclo biológico: o ciclo biológico dessa espécie varia de 20 a 30 dias.

Reprodução: cada fêmea origina cerca de 70 novos pulgões. A sua reprodução se dá por partenogênese telítoca, ou seja, a fêmea não depende do macho para se reproduzir. Além disso, ao contrário do que ocorre com a maioria das pragas, em vez de depositar ovos na planta hospedeira, a fêmea dá origem a ninfas.

Parte da planta afetada: a praga ataca as partes jovens da planta, preferencialmente o cartucho, mas pode infestar, também, o pendão e as gemas florais.

alt Foto: Simone Mendes - Sistema de Produção Embrapa

Fases em que ocorre o ataque: a ocorrência de pulgões-do-milho causa mais preocupação quando eles surgem na fase vegetativa do milho.

Danos causados pela praga:

À medida que a população do inseto aumenta, a praga ataca, praticamente, todas as partes da planta. É comum que o pendão fique todo infestado por pulgões. É um inseto sugador de seiva, que se alimenta pela introdução de seu aparelho bucal nas folhas novas. Os maiores danos ocorrem em função da transmissão do vírus do mosaico.

Dicas para o controle da praga:

A eliminação das plantas hospedeiras da praga tem se mostrado um método de controle bastante eficiente. Além disso, no início do desenvolvimento do plantio, o tratamento de sementes oferece proteção, assim como a pulverização de defensivos.

Os inimigos naturais do pulgão (predadores e parasitoides) têm ação primordial na manutenção do equilíbrio natural da lavoura. Para praticar táticas de manejo eficientes, o indicado é que o produtor observe os pés de milho que são mais suscetíveis ao ataque do pulgão.

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