Pragas do algodão: pragas finais

É importante monitorar o algodoeiro constantemente e com cuidado para identificar e controlar as pragas, fazendo um manejo preciso. Conheça as principais pragas chamadas de “pragas finais” que atacam o algodoeiro:

PERCEVEJO MANCHADOR

Nome científico: Dysdercus

O percevejo manchador deposita os seus ovos em fendas no chão, entre gravetos ou próximo das raízes da planta. De grande capacidade reprodutiva, há gerações durante o ano inteiro em plantas silvestres que lhe servem como hospedeiras. Tempo úmido e nublado é favorável ao seu desenvolvimento.

O inseto adulto tem corpo elíptico, de 10mm a 15mm de comprimento e de 3mm a 5mm de largura. Tem asas nas cores laranja, amarela e vermelha ou castanho-claro a escuro e apresenta três linhas brancas sob o tórax e na base das pernas.

Ciclo biológico: 45 dias dos ovos à fase adulta

Reprodução: 400 ovos é o que uma fêmea coloca

Partes atacadas: botões florais, maçãs e caule

Fase em que ocorre o ataque: floração

Danos: os percevejos sugam a seiva dos botões florais, maçãs e partes mais tenras do caule. Os botões e as maçãs pequenas caem no chão e as maçãs maiores crescem com defeitos, ficam manchadas, com intumescências e geralmente apodrecem. Os adultos e as ninfas atacam as sementes nos capulhos e mancham as fibras com seus dejetos, deixando-as amareladas.

Dicas para o controle da praga: o nível de controle é de 20% de plantas atacadas. As principais estratégias de controle do percevejo manchador incluem:

  • Monitoramento da cultura
  • Controle biológico por parasitóides, predadores e patógenos
  • Controle climático
  • Controle químico por meio de inseticidas

PERCEVEJO RAJADO

Nome científico: Horcias nobilellus

Medindo de 4mm a 5mm de comprimento por 2mm de largura, o percevejo rajado tem coloração brilhante, com as asas ocre-avermelhadas com estrias amarelas e, no dorso, um V amarelo. O ventre e as patas têm listras amarelas e vermelhas.

Diversas plantas cultivadas e silvestres podem ser hospedeiras desse percevejo. Os adultos e as ninfas têm hábitos semelhantes, escondendo-se entre as brotações. Eles são ágeis e têm grande mobilidade.

Ciclo biológico: 28 dias dos ovos à fase adulta

Reprodução: 71 ovos é o que uma fêmea coloca

Partes atacadas: maçãs

Fase em que ocorre o ataque: floração.

Danos causados pela praga: eles sugam a seiva nas partes mais tenras dos ramos e tanto adultos quanto ninfas alteram o crescimento das plantas ao inocular toxinas que as deixam com porte elevado e, em geral, improdutivas. As maçãs pequenas e os botões florais, quando picados, caem no chão.

As picadas provocam manchas na casca e formação de calos internos, comprometendo a fibra. Considerando o apodrecimento das maçãs atacadas e a queda dos botões, o percevejo rajado deve ser objeto de rigoroso monitoramento, pois pode causar graves danos à planta.

Dicas para o controle da praga: o período indicado para o controle é de 60 a 120 dias após a brotação da cultura ou durante o aparecimento dos botões florais.

Por isso, o monitoramento da lavoura é essencial. Também é importante usar herbicidas para eliminar as plantas daninhas hospedeiras e defensivos para controlar a praga.

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