Pragas da soja: Broca-das-axilas

Nome científico: Epinotia aporema

Inseto que prefere regiões de clima ameno, a broca-das-axilas penetra no caule através da axila dos brotos, une os folíolos com uma teia e cava, no caule, uma galeria descendente no interior da qual se abriga, escondendo-se, inclusive, da ação de pesticidas. Ele se alimenta dos tecidos internos da planta, podendo comer as flores e as vagens também.

A lagarta é pequena, branca-esverdeada na fase inicial e com a cabeça preta. Nos estágios finais de desenvolvimento, pode atingir até 10mm e apresenta a cor bege-amarelada com a cabeça marrom.

Ciclo biológico: da postura dos ovos até a eclosão da mariposa, decorrem entre 30 e 40 dias.

Partes afetadas: brotos terminais, hastes, botões florais e vagens.

Fase em que ocorre o ataque: ataca, principalmente, cultivares tardios.

Danos: As lagartas atacam as folhas das extremidades, mas os maiores prejuízos são resultantes dos ataques às hastes. A lagarta penetra na planta e alimenta-se da parte interna dos folíolos e do caule, levando à morte da planta ou à deformação das partes atacadas. A planta se fragiliza e, por causa das galerias, os ramos podem se romper com chuva ou vento fortes. Nas axilas, a entrada da galeria cria um ambiente propício para outras doenças ou para matar o tecido com o excesso de água.

Dicas para eliminar a praga: O monitoramento constante é a primeira providência. Já o controle desta lagarta com inseticidas deve ocorrer quando forem encontrados, no exame de plantas, cerca de 20% dos ponteiros atacados.

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