Manejo de pragas: práticas de monitoramento por amostragem

Pano-de-batida, exame de plantas e exame de amostras de solo: estes estão entre os principais métodos de amostragem que podem ser utilizados no monitoramento de pragas e dos danos provocados por elas na lavoura. A partir destas práticas, e com o auxílio de sistemas informatizados, é possível trabalhar com mais precisão no controle de lagartas desfolhadoras, percevejos e outros.

Pano-de-batida

Para fazer o pano-de-batida, é importante usar um pano branco, o que facilita a contagem de insetos. O tecido deve ser preso em duas varas com cerca de 1m de comprimento e ser estendido entre duas fileiras do cultivo. Após, uma dessas fileiras da planta compreendida pelo pano é sacudida vigorosamente.

Os insetos (jovens e adultos) que caírem sobre o tecido devem ser contados para que, posteriormente, esses dados sejam colocados no sistema de gestão. É importante repetir este procedimento em vários pontos da lavoura para se ter uma compreensão de quais são as áreas atingidas em toda a fazenda.

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Exame de plantas

O exame de plantas deve ser feito, principalmente, nas hastes, nos pecíolos, nos ponteiros e nas vagens. Esta análise das plantas é especialmente importante em lavouras com histórico da ocorrência de pragas como a lagarta do cartucho, pois os níveis de ação para o seu controle são baseados no número de insetos encontrados ou na porcentagem de danos dessas pragas nas diversas partes da planta.

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Exame de amostras do solo

A amostragem de solo é recomendada para áreas com histórico de pragas de raiz, como o percevejo-castanho-da-raiz, e deve ser realizada antes do plantio da soja, visto que essas pragas atacam o plantio já no início do cultivo.

Especificações da amostragem

Independentemente do método adotado, para que se possa avaliar a infestação das pragas na lavoura de forma eficiente, é importante que a quantidade de insetos coletados seja analisada em cada ponto da amostragem. Além disso, como falamos anteriormente, quanto maior o número de amostragens realizadas na área, mais preciso será o conhecimento sobre a infestação.

De acordo com informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o melhor monitoramento é aquele que acompanha o desenvolvimento da cultura semanalmente. Junto a isso, em grandes propriedades rurais, o indicado é fazer a divisão da área em talhões de 100 hectares.

Informatização no controle de pragas

No trabalho de monitoramento, é preciso considerar alguns aspectos que contribuirão para a tomada de decisão quanto ao controle das pragas, como o nível de ataque da praga, a quantidade e o tamanho dos insetos e o estágio de desenvolvimento da cultura. Outro aspecto importante a ser considerado é a ocorrência e a eficiência dos inimigos naturais que realizam o controle biológico desses insetos.

É importante ressaltar que o monitoramento, por si só, não será útil ao produtor. É imprescindível que os dados coletados sejam analisados a partir de um software, como o Farmbox. Sem o auxílio deste tipo de sistema, o produtor corre dois riscos importantes: não controlar as pragas de forma eficiente, permitindo que elas fiquem mais resistentes e causem mais danos à lavoura, ou pulverizar em excesso, elevando o custo de produção.

E não se esqueça que o ataque das pragas atinge dois níveis: o de controle e o de dano. A partir das informações precisas e adequadas à realidade de cada lavoura que o programa de computador apresenta, fica mais fácil para o produtor tomar a decisão sobre qual é a melhor solução de controle de pragas para a sua produção.

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