Controlar pragas no momento errado causa prejuízos ao produtor

Uma alta produtividade em grandes áreas é resultado de cuidados como um ótimo manejo integrado de pragas a fim de diminuir os prejuízos na lavoura. Neste contexto, o manejo eficiente depende, acima de tudo, da identificação correta das infestações de pragas.

Para isso, é preciso fazer um bom monitoramento. Assim, é possível saber qual é a praga que está atacando a lavoura, o seu nível de infestação e qual é o seu estágio de crescimento para avaliar a melhor decisão de controle, seja biológico ou químico. Após o controle, o produtor deve pensar no lado econômico do manejo, analisando qual foi o custo deste trabalho e ainda podendo comparar com os resultados de um produtor vizinho que não tenha investido neste processo.

Investir no monitoramento preciso das pragas é uma estratégia inteligente por parte do produtor e do gestor agronômico para entender as particularidades de cada talhão, mesmo em áreas extensas de lavoura, atendendo às necessidades conforme as demandas do momento da lavoura, extraindo o máximo das tecnologias existentes, evitando o desperdício e, consequentemente, trazendo melhores resultados para a produção. Ir à campo para monitorar e coletar dados georreferenciados em um aparelho smartphone, como o aplicativo do Farmbox, é uma forma não apenas de contribuir para a produtividade em função do controle correto de pragas, mas também de aumentar a lucratividade por não usar recursos sem precisar.

Ataque de pragas impacta na produtividade

Os prejuízos trazidos por pragas como lagartas desfolhadoras e percevejos inclui a redução do crescimento da cultura, o que influencia no tamanho das plantas e reflete na produtividade do grão. Por exemplo: as lagartas desfolhadoras comem a folha da soja, que é responsável pelo processo de fotossíntese da planta, ou seja, ao reduzir a área foliar, a qualidade da produção também é reduzida. Já os percevejos são capazes de atacar diretamente os grãos, provocando danos irreversíveis.

É importante lembrar que a resistência da praga costuma ocorrer em função do uso excessivo de um mesmo produto ou de insumos pertencentes ao mesmo grupo químico, o que leva à seleção natural dos insetos. Sendo assim, além do uso preciso dos produtos químicos, é recomendado que o produtor sempre realize a rotação de defensivos pertencentes a diferentes grupos para evitar este tipo de problema.

Portanto, o erro no controle de pragas leva à resistência dos insetos e, como consequência da evolução da resistência, é preciso aumentar o número de aplicações devido à redução da eficiência dos produtos químicos. E este uso intensificado de agrotóxicos favorece ainda mais a evolução da resistência. Além disso, o uso excessivo de produtos químicos leva a outros problemas, como o desequilíbrio biológico devido à eliminação de inimigos naturais, a contaminação ambiental, o risco de intoxicação dos agricultores, uma maior contaminação de alimentos e o aumento do custo de produção.

Como proceder

É indicado manter um monitoramento ativo e sistemático, que indique a melhor época para que o controle de pragas seja feito adequadamente. É importante ter em mente que esse monitoramento deve ser feito por meio de ferramentas tecnológicas, já que cada tipo de controle (biológico ou químico) tem propriedades distintas e apresenta reações diferentes conforme as condições climáticas.

Além disso, cada praga tem uma forma de atuação e deve ser combatida de acordo com as suas especificidades a fim de evitar que ela desenvolva uma resistência ao pesticida, aumentando, assim, as chances de ineficiência do combate por meio de defensivos. Então, lembre-se que cada ameaça se apresenta de uma forma diferente e, para tanto, é importante separar a demanda por culturas para saber como lidar com cada ataque de uma maneira certeira e sem prejudicar a lavoura.

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