Como se preparar para combater a ferrugem asiática

O clima é sempre um fator limitante na agricultura, seja pelas constantes secas que afetam o estabelecimento das culturas bem como o excesso das chuvas que quando aliadas a altas temperaturas são propícias para o desenvolvimento de doenças fungicas, dentre as mais conhecidas e com maior potencial de prejuízos na soja, está a ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.

Apesar de ser uma doença introduzida na cultura da soja há dezesseis anos, ela segue sendo uma grande dor de cabeça para os produtores ainda mais em anos quentes e chuvosos. As condições climáticas exercem fundamental importância nas epidemias de ferrugem asiática. O molhamento foliar contínuo, promovido por orvalho ou pela chuva, sob condições ótimas de temperatura (18°C a 26,5°C) favorece o rápido desenvolvimento da doença, sendo a precipitação considerado o fator mais importante no progresso da doença nas condições de campo.

O principal dano ocasionado pela ferrugem é a desfolha precoce, impedindo a completa formação dos grãos, com consequente redução da produtividade, quanto mais cedo ocorrer a desfolha, menor será o tamanho dos grãos e, consequentemente, maior a perda do rendimento e da qualidade.

Segundo do Consórcio Antiferrugem o custo-ferrugem (perda em grãos e gasto com controle) é estimado em dois bilhões de dólares por safra.

As principais estratégias de manejo recomendadas para essa doença são:

A) Seguir o vazio sanitário (período sem plantas vivas de soja no campo);

B) Utilizar cultivares com gene(s) de resistência quando disponíveis;

C) Realizar semeadura no início da época recomendada;

D) Utilizar cultivares precoces (escape);

E) Controle de plantas daninhas (potenciais hospedeiras para o fungo, principalmente soja voluntária);

F) Realizar aplicação de fungicidas adequados.

É importante salientar que aplicações calendarizadas em R2 e em R5 nem sempre garantem uma boa eficiência de controle, conforme observado em estudo, o que reforça a importância do monitoramento da doença na tomada de decisão para o início das aplicações e o monitoramento da lavoura e do ambiente para a determinação do intervalo entre aplicações. O momento da primeira aplicação é um dos fatores mais críticos para o sucesso do controle e atrasos significativos na aplicação, após o estabelecimento da doença em níveis elevados, podem resultar em perdas significativas de produtividade.

Em outro estudo pesquisadores recomendam a aplicação de fungicidas do grupo químico das carboximidas e estrobirulina no controle do fungo Phakospsora pachyrizi causador da ferrugem asiática na soja em duas vezes, sendo que deverá ser feita uma aplicação no estádio V5 e outra aos 21 dias após.

No entanto, para a eficiente detecção dos sintomas deve-se fazer o monitoramento da doença nas lavouras, coletando e observando folhas do terço inferior e/ou médio das plantas, principalmente nos locais com maior probabilidade de acúmulo de umidade, também deve-se verificar se há sintomas e estruturas do fungo causador da ferrugem-asiática. Outra forma de monitorar é a utilização de coletores de esporos, que permitem confirmar a presença de um patógeno, disseminado pelo vento, antes do desenvolvimento dos sintomas na cultura.

Seja qual for a realidade e região onde se encontra o produtor, é realmente importante o acompanhamento da lavoura com entradas sistemáticas para monitoramento de doenças, bem como a rápida visualização e entendimento das condições climáticas específicas da semana e no acumulado da safra dentro de cada talhão da fazenda. A partir da sistematização do processo de monitoramento da lavoura e do clima o produtor e o técnico responsável estarão munidos com subsídios capazes de dar segurança nos processos de tomada de decisão de controle da ferrugem asiática e de outros patógenos.

Outra detalhe importante que o produtor deve se atentar é no monitoramento da dispersão das primeiras ocorrências de ferrugem para que possa se tomar as medidas preventivas necessárias, no site do consórcio antiferrugem você pode acompanhar todas as ocorrências.

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