40% dos alimentos não existiriam sem os defensivos

Segundo o professor Adriano Defini Andricopulo, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP), cerca de 40% dos alimentos que consumimos atualmente não existiriam se não houvesse agroquímicos para protegê-los dos ataques de organismos causadores de doenças em plantas (fitopatógenos).

O pesquisador também apontou na 68º Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC, na Bahia), que “a química, sem dúvida, deve dar a maior contribuição para solucionar os desafios globais no século 21”. Para ele a segurança alimentar com sustentabilidade como uma dessas metas, uma vez que a população mundial deverá saltar dos atuais 7 bilhões para 9 bilhões até 2050.

Os dados apresentados por Andricopulo mostram que em 1960, um hectare de terra alimentava duas pessoas, enquanto dentro de 34 anos essa mesma quantidade de terra terá de prover comida para mais de seis pessoas. Hoje já não se consegue alimentar todas as pessoas existentes no mundo.

Mas há uma saída, segundo o especialista: “será preciso desenvolver novos produtos para proteger as culturas agrícolas contra pragas e doenças. Nesse sentido, a síntese química terá um papel fundamental”. Ele destaca que, para vencer a resistência que as plantas vêm criando aos produtos atuais, os químicos têm buscado cada vez mais inspiração em compostos naturais para desenvolver novos princípios ativos para pesticidas e herbicidas.

Muitas plantas produzem misturas complexas de substâncias químicas que afetam o comportamento de insetos, influenciando onde vão se alimentar ou procriar, afirmou o pesquisador. “Essa informação pode ser usada para desenvolver métodos práticos para o controle de pragas”, disse.

Fonte: Agrolink

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